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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

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Como lidar com a osteoartrite
 
Popularmente conhecida como artrose, a osteoartrite é uma doen-ça das articulações caracterizada por degeneração das cartilagens, acompanhada de alterações das estruturas ósseas vizinhas. É a mais comum das doenças reumáticas: 80% a 90% das pessoas acima de 40 anos mostram sinais ao raio X. Mulheres e homens são acometidos na mesma proporção.

Se as cartilagens articulares não existissem, um osso se chocaria com outro. No impacto, as cartilagens são comprimidas e expulsam água de seu interior, que é reabsorvida quando as forças compressivas relaxam. A osteoartrite resulta do aumento de conteúdo líquido no interior do tecido cartilaginoso. O principal sintoma é a dor articular de instalação insidiosa, que aumenta de intensidade com os anos. Fases mais sintomáticas costumam ser seguidas por outras com regressão do quadro.

No início, a dor surge com o movimento e desaparece com o repouso. Com o tempo pode ocorrer enrijecimento e diminuição da mobilidade articular. O enrijecimento tende a desaparecer segundos ou minutos depois da movimentação, diferença importante com os casos de artrite reumatoide em que chega a persistir por horas.

As articulações mais acometidas são:

Mãos: nódulos afetam principalmente as juntas entre a segunda e a terceira falange, provocando abaulamentos. Mais raramente surgem na articulação da primeira com a segunda falange. Vermelhidão local, dor e inchaço instalam-se ocasionalmente.

Joelhos: pode haver derrame arti-cular-, dor e alargamento das estruturas ósseas vizinhas. Nas fases mais avançadas as deformidades desalinham os ossos.

Coxofemurais: a dor é sentida na virilha ou na região lateral da junta, com eventual irradiação para as nádegas ou para os joelhos. Como defesa, os pacientes rodam a coxa para fora e dobram a perna, dando a impressão de que o membro encurtou.

Coluna: quando o comprometimento do disco entre as vértebras e as alterações ósseas vizinhas comprimem as raízes nervosas que emergem da coluna, surgem dor, espasmos, atrofias musculares e limitação de movimentos. Os locais mais acometidos são a coluna cervical baixa e as últimas vértebras lombares. A radiografia pode mostrar bicos de papagaio, cuja presença não guarda relação direta com a dor.

Não existe tratamento que retarde a evolução ou reverta o processo patológico que conduz à osteoartrite.

As seguintes medidas gerais são úteis em todos os casos. Repousar depois de atividade que solicite a articulação comprometida. Adotar postura cuidadosa ao sentar, levantar objetos e andar, para evitar posições forçadas que sobrecarreguem a articulação. Evitar pesos e atividades causadoras de impactos repetitivos. Usar calçados confortáveis que ofereçam boa base de apoio; não calçar sapatos com os calcanhares desgastados. Praticar exercícios isométricos que fortaleçam a musculatura para conferir estabilidade à articulação. Evitar a obesidade. Nos casos mais avançados, o uso de bengalas, andadores, corrimãos e alças de apoio no banheiro é fundamental.

Entre os medicamentos mais empregados para aliviar os sintomas estão o ácido acetilsalicílico e analgésicos como acetaminofeno ou dipirona, mas sua ação é pouco duradoura. Em casos excepcionais, a injeção intra-articular alivia dores rebeldes, mas a repetição é capaz de lesar ainda mais os tecidos.

Embora seja considerada enfermidade não inflamatória, a alteração das cartilagens costuma atrair infiltrado inflamatório ao local. Esse componente pode ser reduzido com os anti-inflamatórios não esteroides. Em casos bem selecionados, a cirurgia pode trazer benefícios.

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