... aqueles que acreditam na forma ...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Futebol e Chibatadas

Porque ainda hoje, século XXI, pessoas pelo mundo afora levam chibatadas e pedradas para pagarem pelos seus erros. Vocês devem estar se perguntando: O que isso tem haver com o futebol? Quer saber mais? De uma chegada em nosso Blog Historia(s) do Sport: http://historiadoesporte.wordpress.com

O blog, mantido por uma equipe do "Sport": Laboratório de História do Esporte e do Lazer (www.sport.ifcs.ufrj.br), é uma iniciativa acadêmica, mas os posts são escritos em linguagem leve e acessível. Sem a pretensão de informar com profundidade, pretende antes captar a curiosidade do leitor, demonstrando que essa manifestação cultural com a qual nos deliciamos cotidianamente está profundamente articulada com o cenário sociocultural de um tempo.

Visite: Futebol - Centro Esportivo Virtual
http://cev.org.br/comunidade/futebol/

Adorno, a indústria cultural e a internet

Adorno, a indústria cultural e a internet


Max Horkheimer (1895-1973) foi um importante filósofo alemão com trajetória, de certo modo, paralela à de seu amigo Adorno, com quem integrou a chamada Escola de Frankfurt. Nos anos 1940, escreveu com Adorno, a "Dialética do esclarecimento". Entre 1951 e 1953, foi reitor da Universidade de Frankfurt.


Consumidores
Em consonância com a teoria marxista, a filosofia adorniana considera que a indústria cultural transforma todos seus produtos em mercadoria, visando obter lucros pelo consumo. O próprio Adorno salientou: "O consumidor não é rei, como a indústria cultural gostaria de fazer crer; ele não é o sujeito dessa indústria, mas seu objeto."


Quanto à televisão, era o principal instrumento dentre os "meios de massa" conhecidos por Adorno há algumas décadas. Espécie de ponta-de-lança da indústria cultural, que, nas palavras do próprio autor, "impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e decidir conscientemente". Como se vê, os sintomas provocados fazem lembrar o "emburrecimento" de quem não consegue diferenciar os próprios pensamentos e acaba indo viver na jaula dos bichos, de que falam os Titãs.


Segundo Adorno, na indústria cultural tudo se transforma em negócio. Ele diz: "Enquanto negócios, seus fins comerciais são realizados por meio de sistemática e programada exploração de bens considerados culturais." Para ele, a indústria cultural só se importa com as pessoas enquanto empregados ou consumidores , não apenas adaptando seus produtos ao consumo, mas ditando o próprio consumo das massas. Portadora não só de todas as características do mundo industrial moderno mas também da ideologia dominante, seria a verdadeira origem da lógica do sistema capitalista. Conforme o autor, o homem liberto do medo da magia e do mito torna-se vítima de outro engano: o progresso da dominação técnica, que acaba sendo utilizado pela indústria cultural como arma contra a consciência das massas. Inclusive em seu tempo livre, o indivíduo é presa da mecanização provocada pela indústria cultural, com Adorno dizendo que "só se pode escapar ao processo de trabalho na fábrica e na oficina adequando-se a ele no ócio"


Assim, a indústria cultural estabelece uma espécie de comércio fraudulento, que promete a satisfação das vontades mas na verdade as frustra, num tipo de jogo perverso de oferecimento e privação, em que um exemplo nítido e atual pode ser dado pelas situações eróticas apresentadas pela internet. Ali, o desejo atiçado pelas imagens acaba encontrando apenas a rotina que o reprime, num mundo virtual. Embora antes do advento da rede mundial, Adorno observava que a situação une "à alusão e à excitação a advertência precisa de que não se deve, jamais, chegar a esse ponto".
Conforme resume o professor Francisco Rutiger, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e autor do livro "Th eodor Adorno e a crítica à indústria cultural" (Edipucrs, 2004): "A crítica à indústria cultural adorniana não perde sua atualidade perante os fenômenos de internet, visto que, enquanto plataforma da cibercultura, essa vem a ser um novo suporte por onde corre, agora em escala ainda mais massiva e imediata, o processo de conversão da cultura em mercadoria."


Fonte:
http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/20/artigo151970-2.asp

sábado, 12 de setembro de 2009

Um pouco de paciência, reflexão para novas atitudes!!!

Se o mesmo tempo de existência da chamada educação tradicional que o país conheceu for dado para que novas formas de ensinar e aprender sejam desenvolvidas pelos educadores formados em outro paradigma (não bancário), poderemos vislumbrar como corriqueiras em nossas escolas, atitudes formativas diferentes das que criticamos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Para pesquisas sobre currículo

Uma Revista Eletrônica:
Currículo sem Fronteiras é uma publicação que pretende ser um espaço para a discussão de uma educação crítica e emancipatória, reforçando o diálogo entre os países de Língua Portuguesa.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Até dia 15 de outubro!!!




... não dava pra resistir e se posicionar diante das provocações de uma realidade tão perversa.

Para tanto, transcrevo uma postagem do blog da profa. Camila Tenório que achei bastante pertinente trazer pra cá!!!

Até 15 de outubro!!!!
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Primeiro de setembro: dia do professor de Educação Física.

Quando dava aulas de Educação Física no ensino fundamental ficava toda feliz quando recebia um cartão e um bombom no dia primeiro de setembro.
Pois estava vendo TV e o CREF nos cumprimentou por este dia.
O CREF? Aquele mesmo que sabe cobrar mensalidades altas, mas não luta pelos profissionais de Educação Física, enquanto educadores, professores como parte de um todo: a escola.
Não acho que temos motivos para comemorar o dia do profissional de Educação Física.
Além disso, somos professores tanto quanto os de história, geografia, e, no entanto, não existe dia “do professor de história”, existe dia do professor: 15 de outubro!
Vamos anular este dia primeiro e nos ver como professores, nosso dia será 15 de outubro, como os demais. Antes de tudo: somos professores!!
Nossa função, além do ensino técnico de jogos, esportes, danças e outros elementos das práticas corporais: educar! As práticas corporais são nossos conteúdos, gostosos e diversas vezes divertidos, para educarmos! Conteúdos para ensinarmos a pensar, criticar, passar valores como ética, respeito, alteridade, honestidade.
Uma vez nos jogos escolares do ensino fundamental minhas alunas jogavam vôlei e nossa bola foi dentro da quadra da outra escola, o árbitro deu fora e ponto para elas, uma menina honesta do outro time viu e disse que havia ido dentro, uma professora do outro time fez sinal de silêncio para ela. Ensinou a mentir. Mentira não ensina ética e honestidade.
Naquela hora entendi o motivo de muitos profissionais da nossa área comemorarem o seu dia separado dos demais: esquecimento de que, antes de tudo, somos educadores.
E educar significa transformar com o trabalho, mesmo que o mundo grite: minta! Porém, nós sussurramos: seja honesto! O mundo diz “passe por cima”, nós dizemos “dê a mão para seu amigo se levantar”. Quando todos dizem para sermos egoístas, ensinamos como é doce ser solidário. Quando tudo e todos nos ensina sobre não ceder, não ouvir, remamos no outro sentido, com força contra a maré.
Quando todos os profissionais da Educação Física perceberam que são professores, junto com as demais disciplinas, não precisaremos nem questionar o dia primeiro de setembro. Ele será esquecido porque nosso dia e lugar é sempre com a Educação, ou seja, a transformação da sociedade “através” do conhecimento.


Camila Tenório Cunha
1/09/2009

http://profacamilatc.wordpress.com/

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Na Educação Física, em vez de formar atletas, analisar a cultura corporal

MARCOS GARCIA NEIRA "As aulas de esportes, jogos, lutas e danças não se esgotam na prática. É preciso refletir sobre essas manifestações para entendê-las de fato." Foto: Marina Piedade




Para saber mais sobre essa questão acesse:


http://revistaescola.abril.com.br/educacao-fisica/fundamentos/vez-formar-atletas-analisar-cultura-corporal-487620.shtml

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Futebol científico



A cultura do futebol está entranhada na cultura nacional. Seu jargão, seus hábitos, seus mitos. Estranhamente, até mesmo sua história. Não é tão raro que indivíduos que não sabem dizer quem foi Tiradentes ou D. Pedro I sejam capazes de dar a escalação completa do Guarani de Campinas, campeão brasileiro de 1978.

É assim, que começa a história desse livro ... e para saber mais acesse: http://www.revistabula.com/materia/futebol-cientifico-/1331

domingo, 9 de agosto de 2009

Educação não é sacerdócio!!!

Estou reproduzindo aqui um texto que achei muito forte para identificarmos de fato, quem somos nós, os professores.

Em um texto provocador, Ademir Luiz, professor da UEG, discute sobre o papel da educação, dos professores e de uma realidade pedagógica.

Vale a pena ler e conhecer a revista bula, onde o texto foi publicado.

(copiado do blog do Bráulio)

sábado, 8 de agosto de 2009

De Olho nas Novas Produções...

Publicando o já publicado...

Caros colegas,

Abri esse tema com a intenção de sempe atualizarmos as novas produções que a cada dia circulam sobre nossa área de estudo: Dança - Educação Física.
Para iniciar informo que já se encontra disponivel na Biblioteca Digital da Unicamp a minha tese:
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Título [PT]: Dança - educação fisica : (in)tensas relações
Título [EN]: Dance - physical education : (in)tense relations
Autor(es): Livia Tenorio Brasileiro
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O endereço para acesso é:
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Palavras-chave [PT]:Dança , Educação fisica , Formação de professores , Escolas
Palavras-chave [EN]: Dance , Physical education , Teacher education , Schools ,
Área de concentração: Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte
Titulaçao: Doutor em Educação
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Banca: Eliana Ayoub [Orientador]
Tarcisio Mauro Vago
Ana Marcia Silva
Marcia Maria Strazzacappa Hernandez
Carmen Lucia Soares
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Resumo: Esta pesquisa reflete sobre as (in)tensas relações vividas entre dança e educação física no processo de formação de professores. Apresenta como questão central: Como os projetos pedagógicos dos cursos de licenciatura em dança e em educação física enunciam a dança? Situando-se dentre os estudos que investigam os conhecimentos necessários à formação de professores, tem como foco de discussão a dança como conhecimento a ser estudado na escola e como objetivo: analisar os sentidos e significados produzidos nas propostas curriculares dos cursos de formação de professores de educação física e de dança a respeito do conhecimento dança. Em seu primeiro capítulo, apresenta as Trajetórias da dança na educação brasileira”, percorrendo os caminhos da dança ao longo do processo de escolarização brasileiro, através da inserção da arte e da educação física na escola, o que permite afirmar que, inicialmente, a dança não participava do processo de escolarização da arte, e apresentava-se de forma discreta na educação física. Porém, a sua presença, quando iniciam os cursos de formação em nível superior, demonstra que a dança é considerada um conhecimento necessário à formação de professores e, conseqüentemente, à prática pedagógica das escolas. Esse enraizamento permite compreender a inserção dos conhecimentos que se desdobram nos cursos de formação de professores, as licenciaturas. Caracteriza-se como uma pesquisa documental que tem como principal fonte os projetos pedagógicos dos cursos de Licenciatura em Dança e Licenciatura em Educação Física. Selecionei como campo de pesquisa, frente a inúmeros dados de análise, dois pares de instituições, sendo: o par da região sudeste, situado na cidade de Campinas, no Estado de São Paulo, na Universidade Estadual de Campinas, que congrega a Licenciatura em Dança do Instituto de Artes e a Licenciatura em Educação Física da Faculdade de Educação Física; e o par da região nordeste, situado na cidade de Salvador, no Estado da Bahia, na Universidade Federal da Bahia, congregando os cursos de Licenciatura em Dança da Escola de Dança e o Curso de Licenciatura em Educação Física da Faculdade de Educação. A partir das leituras dos projetos, foi possível destacar vários fragmentos com a intenção de compreender os sentidos e significados produzidos na construção do texto, buscando indícios, sinais que me possibilitaram aprofundar a análise. Os fragmentos foram organizados em dois blocos, compondo o terceiro e quarto capítulos. No primeiro bloco, estão as Reflexões sobre a dança no campo do conhecimento e da linguagem e nosegundo, congrego as reflexões sobre “A dança nas discussões sobre cultura”. A análise explicita desafios que considero que essas áreas terão de enfrentar em seus atuais diálogos no processo de formação de professores e no espaço escolar, bem como a necessidade de ampliar as relações intensas entre dança e educação física, no sentido de diminuir as relações tensas entre essas áreas.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Postando o que recebi e achei válido!!!

Prezada comunidade acadêmica,

Em função do interesse perene em socializar os debates críticos sobre saúde, estou enviando o link da versão digital (.pdf) na íntegra - incluindo a capa - do nosso segundo LIVRO "A Saúde em Debate na Educação Física - Volume 2 (2006)" para ser compartilhada com os interessados.

Ele se encontra "on-line" no site Boletim Brasileiro de Educação Física (http://boletimef.org/biblioteca/2544.pdf).

Os dados para referenciar a obra são:

BAGRICHEVSKY, Marcos; PALMA, Alexandre; ESTEVÃO, Adriana; DA ROS, Marco (Org.). A saúde em debate na educação física - volume 2. Blumenau: Nova Letra, 2006. 240p. [ISBN 85-7682-097-8]

Cordialmente, Marcos.

domingo, 2 de agosto de 2009

Como usar filmes na sala de aula

Nós, professores, sabemos o quanto é prazeroso trabalhar com cinema na sala de aula.

Um filme bem escolhido e uma explicação prévia podem resultar em alunos atentos, concentrados e prontos para debater o que acabaram de assistir. Mas também sabemos o quanto é trabalhoso organizar essa atividade e encaixá-la em um ou dois dos nossos parcos 40 ou 50 minutos de aula.
Para extrair o máximo possível desse momento de aprendizado e descontração, tente seguir as dicas abaixo, antes, durante e depois da atividade.
O primeiro passo é a escolha do filme. Devemos selecionar obras que estejam associadas aos conteúdos escolares previstos no planejamento. Aliás, essa escolha deve acontecer no início do ano e ser incluída como parte dos recursos previstos na programação. É importante destacar para os alunos o que se pretende com aquela atividade, e o que será exigido deles, pois precisam ter noção do todo para realizar as associações entre conteúdo, filme e demais materiais utilizados na aula.
Um bom recurso é oferecer-lhes a sinopse do filme, esclarecendo do que trata a história, qual é o contexto, quando foi produzido e em que condições, e todas as informações pertinentes e necessárias para o entendimento da obra.É interessante associar os filmes a recursos adicionais como artigos de jornais, revistas, textos da internet, livros paradidáticos, música ou literatura, pois isso amplia ainda mais o trabalho de conteúdos na escola.
Também é possível unir materiais de diferentes épocas para estabelecer parâmetros e comparações entre o contexto antigo e o contexto atual. Os filmes podem ser utilizados para apresentar o conteúdo, ou após a aula teórica, para ajudar a esclarecê-lo. O que vai determinar essa escolha é o nível de complexidade com que o assunto é tratado na obra.
Se considerarmos que a abordagem é simples, superficial, podemos utilizar o filme para introduzir o assunto e despertar interesse nos alunos.
Se a abordagem for profunda, ele pode ser utilizado como complemento da aula teórica. Nesse caso, o ideal é que após o filme ocorra um debate, no qual o professor poderá perceber dúvidas e pontos de dificuldade. Esse é também um bom momento para a introdução dos materiais complementares citados anteriormente.
As aulas expositivas, posteriores à exibição, podem ser utilizadas para distinguir pontos importantes do filme, aprofundar o assunto e introduzir ideias que tenham passado despercebidas, sem que tenham sido mencionadas; novamente, cabe ao professor utilizar os recursos complementares para que suas aulas sejam elucidativas, interessantes e para que a atenção e a participação dos alunos seja contínua.
Se o professor considerar necessário, os trechos mais importantes podem ser apresentados mais vezes, depois que as discussões e debates, assim como a redação sobre o material fílmico, já estiverem em curso durante as aulas.
Os filmes também podem e devem ser utilizados para a discussão de questões sociais. Temas atuais como o meio ambiente e a crise econômica podem ser associados com vários conteúdos.
É importante observar o nível escolar dos alunos, pois estes devem ser abordados de acordo com a faixa etária e o grau de entendimento dos mesmos. Uma criança pode não entender a crise econômica sob a perspectiva das transações de bolsas de valores, mas certamente entenderá porque deve economizar água e energia em casa.
O trabalho deve utilizar como ponto de partida a noção de mundo dos alunos, estimulando uma participação mais ativa dos mesmos nos estudos e nas relações sociais. Também podem ser formados pequenos grupos de trabalho com o objetivo de fazer com que os alunos troquem ideias entre si e despertem uns nos outros a atenção quanto a informações e aspectos que não foram percebidos, além de discutir questões propostas pelo professor.
A produção textual, caso ocorra, pode ser feita individualmente ou em grupos. O trabalho com simulações, nas aulas seguintes à exibição, pode aproximar os temas apresentados nos filmes da realidade vivida pelos alunos, ou mostrar-lhes outras realidades, as quais não conhecem. Isso tornaria o assunto em questão ainda mais pulsante e vivo para os mesmos.
Criar aulas em ambientes extraclasse, parecidos ou não com os ambientes vistos no filme, pode estimular os estudantes e fazer com que o resultado final dos trabalhos seja ainda mais interessante.
Não podemos esquecer que um filme é um texto multimodal e deve ser tratado como tal. É de fundamental importância que sejam analisados os personagens da ação, a composição espacial, e para isso devem ser consideradas todas as peças integrantes do cenário e sua importância na história, além das simbologias presentes no filme.
Vale a pena perguntar para os alunos se eles perceberam que, em algum momento, os personagens usaram palavras e frases com algum significado, mas na verdade queriam passar outra ideia ou mensagem.
Para os professores de língua portuguesa, algumas figuras de linguagem podem ser relembradas antes da exibição do filme para que os alunos tentem encontrar exemplos de ironia, eufemismo, hipérbole, antítese. Também é importante que os alunos entendam o roteiro, saibam destacar o momento de clímax do filme e o seu desfecho, além de diferenciar personagens principais para o desenvolvimento da história dos coadjuvantes.
O vídeo combina a comunicação sensorial com a audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção com a razão. O professor pode explorar os diferentes sentidos, chamando a atenção também para músicas e efeitos sonoros. Para solucionar o problema do tempo – geralmente os filmes são maiores do que o tempo de aula – uma sugestão é realizar uma atividade interdisciplinar, na qual os professores juntariam seus tempos de aula e escolheriam um filme que pudesse ser utilizado pelas duas disciplinas.
Como uma grande variedade de filmes pode ser utilizada para o estudo de gêneros e tipos textuais em língua portuguesa, é comum que este se adapte ao trabalho com a outra disciplina, que provavelmente abordará o conteúdo do filme.
Uma das vantagens de levar filmes para a sala de aula é a sua ligação com um momento de lazer e entretenimento. Para os alunos, ver um filme significa descanso e não o compromisso e as obrigações relativos à aula. Isso modifica a postura e as expectativas em relação a esse momento “de lazer” transposto para a sala de aula. Esse clima descontraído pode trazer muitos benefícios para o processo de aprendizagem, ajudando a torná-la mais dinâmica e parecida com a aprendizagem do cotidiano, dos grupos sociais, da internet e outras vividas pelos jovens.